Os pilares cirúrgicos
O conhecimento anatômico, a descoberta da anestesia e a descoberta dos microrganismos e sua atuação na infecção revolucionaram o ato cirúrgico (AMATO, 2005).
Fundamentos
Segurança do paciente remete a iniciativas que promovem procedimentos livres de erros capazes de causar danos. Na saúde, está atrelada às boas práticas que conduzem os profissionais à excelência na assistência e reflete a prudência de quem compreende que, eticamente, não pode causar danos às vidas que lhe são confiadas.
O conhecimento anatômico, a descoberta da anestesia e a descoberta dos microrganismos e sua atuação na infecção revolucionaram o ato cirúrgico (AMATO, 2005).
Você sabia?
Antes dessas descobertas, as cirurgias eram atos brutais realizados em pessoas sem perspectivas, em que o procedimento era a única esperança (AMATO, 2005).
Qualidade em saúde é a obtenção dos maiores benefícios com os menores riscos ao paciente e menor custo.
Marcos mundiais e brasileiros que estruturam a segurança do paciente.
Ao observar as condições da assistência prestada aos soldados, Florence Nightingale aprimorou os cuidados buscando manter a qualidade da assistência.
O cirurgião Ernest Codman identificou erros no atendimento a pacientes e transformou as falhas apuradas em mudanças para os atendimentos futuros.
Instituição do Controle de Qualidade Hospitalar (CQH), inspirado no Prêmio Malcolm Baldrige e nos referenciais da JCAHO, e do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP).
O relatório do Committee on Quality of Health Care in America, do Institute of Medicine, revelou cerca de 98.000 mortes por ano em hospitais por erros evitáveis.
O Institute of Medicine estabeleceu plano mandatório de notificação de eventos adversos. No Brasil, destaca-se o Projeto Hospitais Sentinela, ampliando a vigilância de produtos usados em serviços de saúde.
Resolução pedindo aos Estados-Membros que fortalecessem os sistemas de segurança do paciente e a qualidade dos cuidados.
Criada na 57ª Assembleia Mundial da Saúde, voltada à criação de políticas, unificação de conceitos e mobilização de esforços internacionais.
Foco na higienização das mãos. No Brasil, a RDC nº 42, de 25 de outubro de 2010, tornou obrigatória a disponibilidade de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos.
Realizado em Belo Horizonte, foi primordial para a criação em 2009 do ISMP Brasil, presidido pelo farmacêutico Mário Borges Rosa.
Culminou na criação da Lista de Verificação de Cirurgia Segura, preparada por especialistas para reduzir danos ao paciente.
Programa que incluiu o paciente nas sugestões para a sua própria segurança, cumprindo pontos centrais da Aliança Mundial.
Criação da Classificação Internacional de Segurança do Paciente. No Brasil, Ministério da Saúde, Anvisa, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e OPAS/OMS publicaram o Manual de Implementação de Medidas do projeto Cirurgias Seguras Salvam Vidas.
Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, com incentivo financeiro variável associado aos resultados de equipes e municípios.
Plano estratégico desenhado para eliminar danos evitáveis na assistência à saúde nos próximos anos.
A OMS estabeleceu meta de redução das taxas de infecção do sítio cirúrgico em 25% até 2020, o que significaria redução de mortalidade e morbidade.
Sob a denominação A Cirurgia Segura Salva Vidas, foram reunidas sociedades e ministérios da saúde de diversos países para desenvolver um conjunto de normas de segurança do paciente, que identifica as três fases da cirurgia.
Andrea Marques Vanderlei Fregadolli
Autora do guia de bolso Bússola Cirúrgica, docente na área de saúde.
Ingrid Louise Vieira Vera Cruz
Enfermeira graduada pela UFAL, professora substituta na UFAL – Campus Arapiraca, especialista em Saúde e Ambiente (UNEAL), em UTI (Faveni) e em Enfermagem Dermatológica e Estética (CEFAPP), mestranda MPES.
Lucy Vieira da Silva Lima
Coautora do guia de bolso para o checklist de cirurgia segura.