Estrutura física e equipe

O centro cirúrgico e o posicionamento da equipe

Entenda como o ambiente físico e a disposição dos profissionais organizam a comunicação durante o Checklist de Cirurgia Segura, reduzindo distrações e fortalecendo a segurança do paciente.

Layout do centro cirúrgico visto de cima com posicionamento da equipe ao redor da mesa operatória

Zonas do centro cirúrgico

Circulação organizada para evitar contaminação

🏥

Zona restrita

Área estéril onde se localizam as salas de cirurgia. Acesso somente com vestimenta adequada: gorro, máscara, luvas e avental limpo.

🚪

Zona semi-restrita

Circundam as salas de cirurgia. Recebem equipamentos, materiais esterilizados e pessoal preparado para assistência imediata.

🛋️

Zona não restrita

Recepção, admissão, vestiários e áreas administrativas. Livre circulação de acompanhantes e funcionários sem vestimenta específica.

Fluxo do paciente

Da admissão à alta da recuperação

  1. 1

    Admissão

    Identificação, pulseira, exames e consentimento na recepção ou pré-operatório.

  2. 2

    Pré-operatório

    Preparo da pele, roupão, acesso venoso e últimas verificações antes da sala.

  3. 3

    Sala de cirurgia

    Transferência para a mesa, posicionamento, indução e execução do procedimento.

  4. 4

    Recuperação pós-anestésica

    Monitoramento da via aérea, dor, sangramento e estabilização hemodinâmica.

  5. 5

    Alta da sala de recuperação

    Transferência para a unidade de internação ou centro cirúrgico ambulatorial.

Posicionamento por fase

Onde cada profissional se posiciona em cada pausa

A disposição física reforça papéis e responsabilidades. O coordenador deve enxergar e ser enxergado, enquanto o cirurgião e o anestesista permanecem em seus polos técnicos para responder rapidamente.

Fase 1 — Sign In

Antes da indução anestésica

Anestesista

Cabeceira do paciente

Prepara via aérea, oximetria e bombas de infusão; verifica alergias e risco de via aérea difícil.

Coordenador do checklist

Lateral do paciente, lado do anestesista

Conduz verbalmente a confirmação de identidade, procedimento, sítio cirúrgico, consentimento e oxímetro funcionando.

Enfermagem circulante

Próximo à mesa de instrumentos e equipamentos

Organiza materiais, checa monitor e antecipa a necessidade de acesso vascular ou reserva sanguínea.

Cirurgião

Pode estar ausente ou entrando na sala

Presença desejável, mas não obrigatória nesta fase; deve ser informado sobre riscos relevantes.

Fase 2 — Time Out

Antes da incisão cirúrgica

Cirurgião

Campo estéril, junto à área operada

Declara o paciente, o procedimento e o sítio; expõe etapas críticas e riscos principais da operação.

Anestesista

Cabeceira

Revisa riscos anestésicos, confirma antibiótico profilático e alinha eventos críticos previstos.

Enfermeiro instrumentador

Mesa de instrumentos, ao lado do cirurgião

Confirma esterilidade, conta materiais iniciais e sinaliza necessidades especiais de instrumental.

Enfermagem circulante / coordenador

Fora do campo, em ponto de visão geral

Facilita a pausa, assegura que todos se apresentaram e confirma imagens essenciais e profilaxia.

Fase 3 — Sign Out

Antes de o paciente sair da sala

Enfermagem circulante

Próximo à mesa e ao lixo infectante

Relata a contagem final de compressas, agulhas e instrumentos; confirma amostras e registros.

Cirurgião

Retirando campo ou já na lateral

Valida o procedimento realizado, complicações e cuidados pós-operatórios específicos.

Anestesista

Cabeceira, desligando bombas e monitor

Planeja despertar, analgesia, destino do paciente (PAAR, UTI, enfermaria) e sinais de alerta.

Instrumentador

Mesa de instrumentos

Confirma integridade do instrumental, avisa sobre avarias e participa da contagem final.

Veja também as funções da equipe

Cada profissional tem falas e ações específicas no checklist. Pratique a simulação por fase.

Simular funções